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19 de Setembro de 2019

Os tipos de pesquisa científica no Direito: a pesquisa quanto aos seus procedimentos

Da série: como elaborar uma monografia jurídica

Marcio Morena Pinto, Advogado
Publicado por Marcio Morena Pinto
há 5 anos

Como foi visto anteriormente, toda a pesquisa científica leva em consideração um número variado de critérios distintivos segundo o seu enfoque. Neste artigo, destacaremos as três formas de pesquisa no que concerne aos seus procedimentos: bibliográfica, documental e de campo.

A pesquisa bibliográfica prioriza as chamadas “fontes secundárias”, como os livros, as revistas e os periódicos, oferecendo ao pesquisador o embasamento teórico que sustentará o seu trabalho.

Esse tipo de pesquisa consiste no levantamento, seleção, fichamento e arquivamento de informações relacionadas à pesquisa. É importante salientar que uma pesquisa bibliográfica exaustiva sobre o tema que se aborde é fundamental na elaboração de qualquer trabalho científico.

Esse levantamento bibliográfico tem vários propósitos: como fazer um histórico sobre o tema; atualizar-se sobre o tema escolhido; encontrar respostas aos problemas formulados; levantar contradições; evitar repetição de trabalhos já realizados; etc.

Apesar de menos utilizada, a pesquisa documental é de grande importância, baseando-se na utilização de documentos primários, originais, chamados popularmente de “primeira mão”, e que ainda não tenham recebido nenhum tratamento analítico. (HELDER, 2006, p. 1-2).

Note-se que o uso de documentos permite acrescentar uma dimensão temporal à compreensão do fenômeno que está sendo estudado, favorecendo a observação do processo de maturação ou de evolução de conhecimentos, comportamentos e mentalidades de indivíduos ou grupos.

Muitas vezes o documento escrito constitui uma fonte importantíssima e insubstituível em qualquer reconstituição referente ao passado, pois não é raro que ele represente a quase totalidade dos vestígios das atividades humanas em determinadas épocas, permanecendo, muitas vezes, como a única prova remanescente.

Por fim, não se deve confundir a pesquisa documental com a pesquisa bibliográfica. O documento ultrapassa a ideia de textos escritos ou impressos, englobando filmes, vídeos, slides, fotografias etc., que servirão como fontes de informações, indicações e esclarecimentos para elucidar determinadas questões e servir de prova para outras, de acordo com o interesse do pesquisador.

O terceiro e último tipo de pesquisa quanto aos procedimentos que examinaremos é a chamada pesquisa de campo, a qual se baseia na coleta de dados resultante da observação de fatos e fenômenos tais como ocorrem na realidade, analisando-os e interpretando-os, com base numa fundamentação teórica consistente, objetivando compreender e explicar o problema pesquisado.

Esse tipo de pesquisa é utilizado em diversas searas de estudo, pois favorece a investigação de indivíduos, grupos, comunidades, instituições, oferecendo os subsídios necessários para compreender os mais diferentes aspectos de uma determinada realidade.

Como qualquer outro tipo de pesquisa, a pesquisa de campo parte do levantamento bibliográfico, mas procede a uma segunda etapa que é efetuada “in situ”, onde ocorrem espontaneamente os fenômenos, uma vez que não há interferência do pesquisador sobre eles.

Referência bibliográfica:

HELDER, R. Como fazer análise documental. Porto: Universidade de Algarve, 2006.

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